quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Não Tenha Medo De Fazer Aquilo Pelo Qual Foi Preparado

Por que é que a gente insiste em ter neuras? Ter neuras significa duvidar de si mesmo. Duvidar de si mesmo é usar recursos externos por receio de não conseguir fazer tudo aquilo para o qual foi preparado. Veja bem: ter receio de fazer tudo aquilo para o qual foi preparado. Tem sentido?

Não tenha medo de fazer aquilo pelo qual foi preparado.

Mas o que significa “aquilo para o qual foi preparado”?
É algo que você precisa fazer desde que você é adolescente. Eu digo adolescente por que é a fase na qual você se questiona, que você olha para dentro de si. Uma fase na qual você pensa: que caminho seguir, que profissão vou fazer, o que vou ser?
Nesta fase chamada adolescência, não importa a sua idade física exatamente, mas nesta fase você descobre algo que você ama. O que é este algo que você ama fazer?

No meu caso é escrever. Eu sabia que eu tinha que escrever um livro. Eu tinha certeza. E sabem o que eu fiz?
Eu tinha uma tatuagem no corpo. Aí tinha aquela história de que não pode ter tatuagens em número par, tem que ser ímpar. E aí eu resolvi fazer uma segunda tatuagem e coloquei uma pequeninha junto no pescoço. Ninguém sabia o que era. Inventei alguns dias antes, fiz uma brincadeira. Um nome fictício para um livro, um nome curtinho: Led. Led é um nome pequenininho, Led personagem de um livro. Um futuro livro, o livro que eu tenho que escrever.
Eu tenho que tatuar isto porque eu não posso esquecer que eu tenho que escrever um livro. E isto vai ficar na minha pele. Vai ficar a vida inteira me cutucando: tu tens que escrever um livro, tu tens que escrever um livro, tu tens que escrever um livro, tu precisas escrever um livro. É aquilo que tu foste preparada, é o teu dom, é o que tu vieste fazer. E eu fui lá e tatuei o tal “Led” no pescoço. Meu marido achou que era uma homenagem a um ex-namorado, mas na verdade é o personagem de um livro, que eu ia escrever, que eu tinha que escrever.
Naquela época eu escrevia coisas, desde poemas até contos, crônicas, sei lá o que eu escrevia.
Então, veja bem, com cerca de 17, 18 anos eu tatuei na minha pele que eu não poderia esquecer quem eu era, quem eu deveria ser, o que eu deveria fazer. E aquilo ali de certa forma me incomodou, me incomodou e me incomodou e não me deixou quieta antes que eu fizesse isso.
E eu ficava adiando, adiando. Tinha medo, medo, medo. 

E aí, o que eu fiz para enfrentar o medo?
É uma técnica, é assim: repita e faça batidinhas no seu rosto falando aquele sentimento que está impedindo você de chegar onde você quer. Por exemplo, medo, que era o meu caso. Então você fala medo, medo, medo, medo, medo... Fala muitas vezes até aquele sentimento se exaurir, até você achar que não há mais nada dele dentro de você.
E depois repita fazendo batidinhas no seu corpo, com a ponta dos seus dedos, pode ser no seu rosto, na sua mão, no seu braço, em cima da cabeça, onde você quiser, repita falando aquele sentimento que vai anular o anterior. No meu caso, para anular o medo, coragem.
Coragem, coragem, coragem... Repita coragem até ela estar forte dentro de você.


Aí você estará pronto para fazer aquilo pelo qual foi preparado. Boa sorte em sua caminhada! Não adie mais, comece hoje mesmo. Acredite!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

TORNE OS MOMENTOS ESPECIAIS

Tem coisas que não adianta: só o tempo nos fará enxergar. E quando eu digo tempo eu me refiro às experiências que nós vamos tendo. As coisas vão se clarificando à medida que o tempo passa. Se antes você não entendia o sentido daquele acontecimento, daquele sentimento, daquela vivência, depois você passa a entender. E tudo começa a fazer sentido, até mesmo aquele mínimo gesto que você não via sentido, agora tem sentido. E quando isto acontece você está repleto de luz na consciência. Sinta-se feliz.
A luz na consciência é tão bonita, é bela.  Enche nosso coração, pois nos faz entender que somos únicos, especiais, que ganhamos vários presentes de Deus.
E o que precisamos fazer para sermos mais iluminados em nossos pensamentos? É relativamente simples: viver cada minuto e entender o que deve ser feito a partir da vivência do minuto presente. Entender que o futuro não existe, o futuro é você que cria. E é você faz um momento se tornar especial, ou não. Só depende de você.
Agora pense. Você começou o 2014 vivendo momentos especiais, sim ou não?

Torne os momentos especiais.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Quero apenas me encontrar

Demorou a tomar coragem. Inventou mil desculpas antes. Inventou que precisava organizar as coisas. Inventou que precisava limpar as gavetas e armários, que fazia oito anos praticamente que não limpava, não revisava.

Mas, à medida que foi colocando as coisas velhas fora, tudo foi ficando em paz. No simples, no básico, ela estava se descobrindo. Quando não precisava mais prestar tanta atenção em volta, começou finalmente a olhar o seu eu. E como era bom encontrar o seu eu.
Sempre que ela encontrava a si mesma, ela se sentia plena e dizia: “- Nunca mais quero me perder. Perder a minha essência, gastando a minha atenção em coisas que não me levam à nada, que não me fazem evoluir.  Se sei que é tão bom encontrar o meu eu e que devo parar de fugir, por que então continuo fugindo? Por que continuo me sabotando?  Por que ainda tenho medo?”
Precisava encontrar estas respostas. Estas respostas fariam com que finalmente sua consciência se ampliasse.

O que ela queria era descobrir o segredo para manter a consciência ampliada todo o tempo. O tempo inteiro. Qual é a formula do encontro do eu interior?
Entendeu então que quando descobrisse a tal fórmula, estaria vivendo eternamente. Porque, quando encontrava a sua fonte, o tempo era diferente.
O tempo não contava em horas, mas contava cada segundo. E desta forma, com mais intensidade, fazia suas tarefas bem melhor. Com plenitude, ela podia ser feliz, finalmente.
E o como era tão simples, mas ninguém enxergava (descobria).
O como é seja você! Encontre a sua essência.
O que te faz feliz? Quando você está feliz? O que você precisa fazer encontrar-se com sua essência, conectar-se a ela?
É simples a resposta. É simples e ao mesmo tempo é complicado de realizar.

De um fato tinha ciência. Sempre que conseguia chegar lá, o mais próximo possível da plenitude, da felicidade, o tempo passava em uma escala diferente, onde era possível viver cada segundo, ouvir cada som. E não na velocidade em que as coisas passam e você nem vê. Nem ouve que tem uma obra ao lado o dia inteiro fazendo barulho. Nem percebe quando que a planta cresceu ou seu filho falou uma palavra nova.
Neste estado de consciência ampliada, cada momento era muito mais intenso.
Ela descobriu também que ia demorar mais algumas vezes para ela conseguir descrever o segredo da plenitude. Porque traduzir em palavras sentimentos é tarefa para os que têm dom.


Por falar em dom, cada um tem um dom, mas isto eu vou escrever em outro momento. Porém, não posso deixar passar o aviso que veio à minha mente quando pensei em dom: não ignore o seu dom, ou melhor, procure ele, descubra ele, sinta ele, viva ele, e seja-o.