quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Quero apenas me encontrar

Demorou a tomar coragem. Inventou mil desculpas antes. Inventou que precisava organizar as coisas. Inventou que precisava limpar as gavetas e armários, que fazia oito anos praticamente que não limpava, não revisava.

Mas, à medida que foi colocando as coisas velhas fora, tudo foi ficando em paz. No simples, no básico, ela estava se descobrindo. Quando não precisava mais prestar tanta atenção em volta, começou finalmente a olhar o seu eu. E como era bom encontrar o seu eu.
Sempre que ela encontrava a si mesma, ela se sentia plena e dizia: “- Nunca mais quero me perder. Perder a minha essência, gastando a minha atenção em coisas que não me levam à nada, que não me fazem evoluir.  Se sei que é tão bom encontrar o meu eu e que devo parar de fugir, por que então continuo fugindo? Por que continuo me sabotando?  Por que ainda tenho medo?”
Precisava encontrar estas respostas. Estas respostas fariam com que finalmente sua consciência se ampliasse.

O que ela queria era descobrir o segredo para manter a consciência ampliada todo o tempo. O tempo inteiro. Qual é a formula do encontro do eu interior?
Entendeu então que quando descobrisse a tal fórmula, estaria vivendo eternamente. Porque, quando encontrava a sua fonte, o tempo era diferente.
O tempo não contava em horas, mas contava cada segundo. E desta forma, com mais intensidade, fazia suas tarefas bem melhor. Com plenitude, ela podia ser feliz, finalmente.
E o como era tão simples, mas ninguém enxergava (descobria).
O como é seja você! Encontre a sua essência.
O que te faz feliz? Quando você está feliz? O que você precisa fazer encontrar-se com sua essência, conectar-se a ela?
É simples a resposta. É simples e ao mesmo tempo é complicado de realizar.

De um fato tinha ciência. Sempre que conseguia chegar lá, o mais próximo possível da plenitude, da felicidade, o tempo passava em uma escala diferente, onde era possível viver cada segundo, ouvir cada som. E não na velocidade em que as coisas passam e você nem vê. Nem ouve que tem uma obra ao lado o dia inteiro fazendo barulho. Nem percebe quando que a planta cresceu ou seu filho falou uma palavra nova.
Neste estado de consciência ampliada, cada momento era muito mais intenso.
Ela descobriu também que ia demorar mais algumas vezes para ela conseguir descrever o segredo da plenitude. Porque traduzir em palavras sentimentos é tarefa para os que têm dom.


Por falar em dom, cada um tem um dom, mas isto eu vou escrever em outro momento. Porém, não posso deixar passar o aviso que veio à minha mente quando pensei em dom: não ignore o seu dom, ou melhor, procure ele, descubra ele, sinta ele, viva ele, e seja-o.


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